Pesquisa com alunos e ex-alunos dos Cursos de Formação de base Antroposófica apoiados pelo Fundo de Bolsas

 

Abril de 2012

 
1. Sobre a Pesquisa
Este relatório apresenta os resultados da Pesquisa realizada com Alunos e Ex-Alunos dos cursos de Formação de base Antroposófica apoiados pelo Fundo de Bolsas durante o mês de Abril de 2012, pelo Instituto PHD.
O objetivo principal do estudo foi obter informações sobre feed-back de alunos e ex-alunos dos cursos dentre as 19 formações espalhadas pelo Brasil. O estudo abordou questões desde as principais motivações que os estudantes têm ao se inscrever nos cursos, principais motivos de abandono, se trabalham em organizações antroposóficas ou não, até o grau de satisfação com determinados atributos e pontos fortes e fracos do curso.
Tais informações foram levantadas com o intuito de conhecer a realidade dos alunos e das formações para o melhor direcionamento dos apoios do Fundo de Bolsas em 2013.

Foi realizada uma amostragem de 354 entrevistas entre as 19 formações que participaram do estudo, a saber:

Curso de Formação

Representatividade Amostral

Antropomúsica - Botucatu

5,4%

Euritmia - Botucatu

1,1%

Extra Lesson - São Paulo

3,1%

Pedagogia Curativa - Campinas

20,9%

Pedagogia Curativa - Florianópolis

Pedagogia Curativa - Curitiba

Pedagogia Curativa - Parsifal

Pedagogia Curativa - São Paulo (C. Tobias)

Pedagogia Waldorf - Belo Horizonte

66,7%

Pedagogia Waldorf - Botucatu

Pedagogia Waldorf - Curitiba

Pedagogia Waldorf - Florianópolis

Pedagogia Waldorf - Jaguariúna

Pedagogia Waldorf - Nova Friburgo

Pedagogia Waldorf - Porto Alegre

Pedagogia Waldorf - Recife

Pedagogia Waldorf - Rudolf Steiner

Pedagogia Waldorf - Brasília

Terapia Artística - Florianópolis

2,8%

 
Essa amostra foi distribuída de forma aleatória, ou seja, não foi dada preferência para sexo, faixa etária, grau de instrução ou renda, de forma a garantir maiores precisões estatística. As entrevistas foram feitas no formato de abordagem por telefone, segundo uma lista cadastral disponibilizada pelo Fundo de Bolsas e pelas próprias Formações.

Para garantir a qualidade dos dados coletados, todos os entrevistadores utilizados pelo Instituto PHD são profissionais experientes e foram submetidos a um treinamento, capacitando-os devidamente a realizar a pesquisa de campo. Durante o treinamento, além das técnicas de coleta de dados, os entrevistadores foram inseridos no contexto do projeto e submetidos a testes-piloto.

Todos os dados foram tabulados e analisados pelo Instituto PHD www.institutophd.com.br que se responsabiliza totalmente pela sua consistência.

Esta pesquisa foi coordenada pelo estatístico Diego Garcia Guimarães – Responsável técnico perante o CONRE.
 
2. Perfil dos entrevistados
Mulheres (86%)
Mais de 34 anos de idade (55%)
Grau superior de educação (82%). 
      Faculdade de Pedagogia (42%)
      Faculdade na área de Humanas (30%)

 

 
3. Respostas
3.1. Motivação
Qual foi sua principal motivação ao se inscrever no curso?

Quando os alunos foram perguntados sobre qual a principal motivação ao se inscreverem no curso, 34% disseram que era por necessidade do trabalho,pois, já atuavam como professores. Já para 59% o principal motivo estava ligado a outras questões tais como: tornar-se uma pessoa melhor, por acreditar nessa Pedagogia, para entender melhor a educação do filho, ampliar o conhecimento, por curiosidade, para aprofundar os conhecimentos em Antroposofia, entre outras. 7% por motivos diversos

Levando somente em consideração as Formações de Pedagogia Curativa e Pedagogia Waldorf temos o seguinte:

 

3.2. Desistência
Qual o principal motivo de ter desistido do curso?

Dos alunos que desistiram (20%) dos cursos, quase 43% alegaram que o principal motivo foi financeiro. Aproximadamente 18% dos alunos desistiram por questões relacionadas ao formato e ao local do curso, ou seja, distância, tempo, final de semana, carga horária. Chama atenção também que 13% das alunas desistiram por terem engravidado durante o curso.

Destacando somente os cursos de Pedagogia Curativa e Pedagogia Waldorf com relação à desistência, temos:

 

3.3. Onde Trabalha
Atualmente você trabalha em escolas Waldorf, alguma organização antroposófica ou escola pública/particular?

 

A proporção se mantém para a Formação em Pedagogia Curativa onde 60% trabalham com educação e 40% não, bem como para os alunos de Pedagogia Waldorf – 63% em escolas ou organizações educacionais e 37% não.

 

3.4. Por que não trabalha
Qual o motivo de não trabalhar em Escolas Waldorf, organização antroposófica ou escola?

Dos 37% que não atuam na área, quando perguntados sobre os motivos de não trabalharem em organizações antroposóficas, 38% disseram que é por trabalharem em outras áreas e terem outras profissões. Aproximadamente 20% afirmaram que não trabalham por falta de vagas e/ou de escolas.

 

3.5. Onde trabalhava quando se inscreveu no curso
Você já trabalhava em Escolas Waldorf / Org. Antroposófica antes do curso?

 

Praticamente o mesmo percentual pode ser observado quando focamos os alunos de Pedagogia Curativa e Waldorf.
 
3.6. Qual o seu grau de satisfação em relação a qualidade do curso realizado?

 

3.7. Qual o seu grau de satisfação em relação ao conteúdo aplicado no curso?

 

3.8. Qual o seu grau de satisfação em relação ao preço da mensalidade?

 

3.9. Qual o seu grau de satisfação em relação a aplicação do curso no seu trabalho?

 

3.10. Sua expectativa em relação ao curso foi atingida?

 

3.11. Pontos Fortes
Em sua opinião, quais os dois principais pontos fortes do curso de Formação?

Foi perguntado para os alunos quais os dois principais pontos fortes do curso que realizaram. Dentre as várias respostas, 30% disseram que o principal ponto forte era os professores, 24% têm a ver, de uma forma ou de outra, com a antroposófia, ou seja, a filosofia que embasa os cursos (visão de mundo e do ser humano, questão espiritual, conteúdos esotéricos). Também foi observado que, 13% dos alunos indicaram como um dos pontos fortes a possibilidade de troca de experiência entre os alunos, a socialização entre os membros do grupo, a diversidade, enfim, o grupo mostrou-se bastante importante dentro do contexto dos cursos.

 

3.12. O que falta
Em sua opinião, o que falta no curso de Formação?

A pergunta aqui era o que, na opinião do aluno, falta no curso de Formação. Por ser uma pergunta aberta, gerou uma diversidade grande de respostas. Destacam-se as seguintes: 10,5% disseram que faltava mais patrocínio para o curso, diminuir o valor do curso, mais bolsa de estudo, ou seja, afirmações ligadas à questão financeira dos cursos. 10% acharam que faltou mais atividade prática. 8,5% afirmaram não faltar nada, que está tudo certo. 5% disseram que o curso precisa ter uma maior duração, pois é muito conteúdo. O restante das respostas foram diferentes uma das outras, não tendo uma relevância significativa para o resultado dessa questão.

 

4. Conclusão

Conforme mostra a pesquisa, de um modo geral os alunos mostraram-se bem satisfeitos com a qualidade dos cursos incluindo os professores, conteúdo e a aplicabilidade do aprendizado na pratica do trabalho. Já a questão do custo foi apontada por metade como sendo um problema, e o principal motivo para a desistência de aproximadamente 20% dos alunos. Apesar da questão financeira, para quase a totalidade dos alunos suas expectativas com relação aos cursos foram atingidas.

Metade dos alunos já trabalhava em escolas ou organizações antroposóficas quando iniciaram os cursos e continuam a trabalhar hoje. A outra metade tem outras profissões e de um modo geral, resolveram fazer os cursos para ampliar seus conhecimentos e não por necessidade profissional.